Quem sou eu

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Um homem normal, simples, solidário. Busca crescimento como ser...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vida nova


Assim que cheguei de Salvador no mês de julho iniciei uma nova vida com novos sabores, atividade física e moderações. Estou tentando seguir o conselho dos médicos: ter atividade física e emagrecer uns vinte quilos. Cheguei com 96,200 kg e depois de 30 dias consegui emagrecer 1,5 kg, estou pesando 94,5 kg. Para o novo plano adotei algumas pequenas mudanças:
1 - Fazer seis refeições diariamente;
2 - Evitar açúcar
3 - Incluir qualhada, adoçando com mel;
4 - Substituir pão comum por pão integral;
5 - Não tomar liquido após o almoço;
6 - Não tomar refrigerante;
7 - Consumir mais frutas nos lanches da manha e tarde;
8 - Ingerir mais saladas. Iniciando pela colocação nos pratos;
9 - Evitar alimentos com farinha de trigo branco ( me engorda);
10-Não repetir os pratos,
11-Consumir menos carnes;
12-Caminhar todos os dias, pelo menos uma hora;
13-Ajustar a vida com atividade física
14- Consumir menos cerveja, substituir por vinho;
15-Consumir granola.

Vou continuar acrescentado mais coisas a esta lista.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Guillain Barré

No dia 07 de Julho, quarta feita, eu estava com minhas pernas totalalmente sem forças. O braço direito estava mais fraco, não consegui me levantar, nem andar. Chamei Raquel, que me ajudou a sentar na cama. Quis ir ao banheiro e nada. Só conseguia ficar ali parado a força estava a zero. Um peso de 100 kg. Pedi para que sentassem um de cada lado, me levantassem e me arrastassem para o banheiro. Dali mesmo, meu cunhado me levou para o carro e fomos direto para o Hospital Reginal, 6:30 da manhã. Pensei que estava com AVC. Fui consultado com suspeita de dengue e iniciou os exames para confirmar o nível de plaquetas. Ficamos aguardando o resultado do exame. Ainda não existia explicação para as pernas sem força. Fiquei em uma cadeira de rodas em meio aos pacientes que chegavam a todo momento. Quis ficar ali pois tinha muita gente chegando na emergência. Depois de esperar, saiu o resultado negativo. Quis ir para a Ami, fazer novos exames e fui atendido por Dr Aurelino que de cara afirmou que meu caso era neurológico, que estava sem reflexo nas pernas. Ele suspeitou de minigite o outra coisa ligada ao comando do cérebro. Não quis me internar pois não tinha como atender o meu problema, pois estava sem um medico neurologista, atendendo em sua clínica. Aconselhou irmos para Salvador. Dali mesmo, Raquel conseguiu falar com a Dra Camila que conversou com Dr Aurelino, que pediu que me atendesse. Sua clínica estava a disposição da Dra para que me examinasse. Ela aconselhou retornarmos ao Hospital Regional, e fizéssemos alguns exames: tomografia e punção da medula, que ela passaria pelo hospital na parte da tarde. Retornamos, fiz os dois exames.
O medico que colheu o liquido da medula, Dr Rodrigo, suspeitou da síndrome de Guillain Barre, pois, ele teve esta doença, me explicou que os sintomas era clássico da doença e que os exames, na fase em que estava não acusaria nada, mas que os sintomas eram claros: dormência nos pés avançando para as pernas. Falta de força nos braços e dificuldade de engolir qualquer coisa. Sentia um bolo no peito e o volume da respiração estava diminuindo. Precisava de um diagnóstico de um neurologista e a única que estava na cidade retornaria no mesmo dia e não estava certo que ela me atenderia. Raquel tentou localiza-la e atarde. A Dra ja estava atendendo na clínica Imagem Diagnóstico. Para que o atendimento da Dra ocorresse, o Hospital deveria autorizar e chamá-la. Dr Severino, diretor do hospital atendeu prontamente e assinou a autorização. Fique aguardando e o tempo estava passando depressa.
Enquanto isso, pessoas que me conhecia falavam comigo e davam noticias do meu estado. Quinzinho anunciou na radio Caraíbas que estava com uma doença grave. Logo a noticia espalhou. O prefeito Chiquinho e alguns amigos souberam, todo mundo ficou surpreso e preocupado. Iniciou-se então uma correte de orações. Depois de algumas confusões a medica veio me atender no Hospital Regional de Irece. Viu meu estado grave e que só sairia quando eu estivesse na UTI. Fez um diagnóstico longo e detalhado. Conversou com Dr Rodrigo e consegui a vaga na semi-Uti do Regional.

Dr Rodrigo era plantonista da Uti naquele dia. Me atendeu e soube que tinha plano de saúde. Providenciou a minha tranferencia para Salvador. Ficou acertado que faria exame no Couto Maia e caso desse positivo eu iria para o Hospital Roberto Santos.

Passei a noite sem dormir, não tinha fome nem sono. Observava o estado de um paciente que estava ao meu lado. O dia amanheceu, tomei banho no banheiro da enfermaria com ajuda do meu cunhado Zinho, que me levou em uma cadeira de rodas apropriada. Retornei para a semi_Uti. Dr Rodrigo então informou que tudo estava providenciado. Iria na Uti movel para Salvador.

Saímos por volta de meio dia. Fomos direto para o Couto Maia.

Chegando lá, vários amigos estavam esperando. Me deslocara na maca da ambulância para a sala de exames. O Dr retirou liquido da medula e o resultado saiu em menos de meia hora. O Dr brincou comigo, dizendo que estava de "piti",pois o resultado deu negativo. Perguntei ao medi - se é piti e as minhas pernas? Ele afirmou que deveria buscar outra causa, não acreditando nos sintomas.Elmo falou comigo - ainda bem que não deu nada, esta descartado. Depois lhe expliquei que não estava descartado, pois Dr Rodrigo já teria me alertado que não se trata Guillian Barré após a confirmação em exames pois pode ser muito tarde.

Fomos buscar atendimento atraves do palno da Cassi e por sorte parei no Hospital Portugues. Uma médica neurologista de plantao me examinou e confirmrou o diagnostico dos medicos de Irece. Falou que nesta epoca acontece com mais frequencia devido a mudança climatica e que ja deveria iniciar o tratamento com imunoglobulina. Enquanto Raquel preenchia as fichas do hospital a Cassi autorizou a internação na Uti.

Em menos de uma hora já estava sendo atendido na UCO, Unidade Corionoiariana, onde tinha vaga. Dra Raquel entrou em contato com Dr Daniel Farias, medico responsavel pelo meu tratamento. Por volta de uma hora da manha de sexta feira, recebi a primeira dose de imunoglobulina. Seis frasco de 50 ml a ser ministrado em cinco horas.
No outro dia pela manha já senti uma melhora no pulmão. Dr Daniel vei pela manhã me examinar, fez varios manobras. Fiquei impressionado quando pedi para que apertasse seus dois dedos, ele conseguiu abrir minha mao direita, não tinha forças para manter seus dedos fechado. Falei da dificuldade de engolir, sentia um bolo no peito. Ele preferiu que eu ficasse entubado com sonda devido ao risco de bronco-pneumonia.
Foram mais quatro dias recebendo iminoglobolina. A melhora estava acontecento. No quarto dia ja consegui levantar o joelho. No quinto dia levatei as pernas. Depois da medicação fui transferido para a UTI com acompanhante. Fiquei tres dias. Fiz fisioterapia com ajuda (principalmente nas pernas). Por fim consegui andar. Recebi alta da Uti e fui transferido para o apartamento onde poderia receber visitas a qualquer hora. Vários amigos vieram me visitar e se surpreendiam com a minha melhora. Quando fui tomar banho no chuveiro, quase tirei a sonda. Os medicos resolveram retirar pois estava conseguindo engolir. A fome veio chegando devagar. Depois de nove dias emagreci nove quilos. Não recebi alta no terceiro dia de apartamento porque os leucocitos chegou a 18.000 (4.000 a 10.000) e Dr Daniel solicitou alguns exames para detectar a possivel infecção. Falei do problema nos meus dentes. Ele solicitou uma utrasonografia do coração que não acusou nada. no quarto dia os leucocitos baixou para 15.900 e depois 13.500. Depois disso ele me deu alta. Foram dez dias de tratamento onde sai sem nenhuma sequela. Dr Daniel passou remedio para pressão e pediu para eu emagrecer 20 kg. Guel e Goiya vieram nos pegar no hospital. Depois de passar na casa de Goya fui para casa da minha comadre Anriete. Ficamos mais dois dias em Salvador na casa de Guel e na terça feira retornamos para Irece.

sábado, 12 de junho de 2010

Time bom para ser campeão

Quando tinha 12 anos tive um time de futebol, apesar de não ser bom de bola, que se chamava Cruzeiro. Participou de um campeonato de times de vários bairros. O nosso da avenida caraíbas. Tinha dois jogadores bons: Ney e Ivan. O restante eram jogadores esforçados. Eu, para ter uma ideia da minha qualidade, mesmo sendo o dono do time, as vezes não era escalado para jogar. O melhor time era o de Adolfinho. Existia mais dois times que não me recordo bem. O troféu era uma taça Julis Rimet, que fiz de gesso e pintei nas cores com tinta guache. Nosso time conseguiu ir para a final. O campeonato foi realizado em dois finais de semana. Na final a taça estava lá para ser entregue ao time campeão. Neste dia joguei. Eu e Gilvan jogávamos na defesa. Ney e Ivan nossos artilheiros. Por incrivel que pareça, jogamos com toda raça. Defendíamos com todo esforço. Sabia da nossa limitação. Nossa esperança estava no nossos melhores jogadores. Eu, com a esperança de conquistar o campeonato, corria todo o campo e retornava para defesa. Conseguimos fazer um gol. Era a nossa chance. - Vamos defender, gritava com todos. Em fim a vitoria. Por nossa surpresa, meu primo António, pegou a taça e saiu correndo. Todo mundo saiu atrás dele que se trancou na casa da minha tia Zilda. Muita gente pediu a "toin" para abrir a porta sem sucesso. Por fim António abriu a porta e a nossa decepção ele tina quebrado a taça. Fomos campeão e não pudemos comemora. Quanto esforço. Não eramos o melhor time. Para nossa surpresa fomos os mais unidos. Tínhamos poucas estrelas, fomos mais guerreiros. Mais uma vez nossa Julis Rimet estava sumida.

sábado, 5 de junho de 2010

Foco em Cooperativas

Estou focado em cooperativismo, cooperativa de credito. A nossa Credirural. Estou cooperando desde 2008. Fiz parte do conselho fiscal em 2008, vice presidente em 2009 e agora sou o presidente em 2010. É um desafio. Principalmente fazer com que a cooperativa funcione como cooperativa. Parece fácil, mas existe muita diferença entre a teoria e a pratica. Todos os membros são importantes, teoricamente. Todos os membros são importantes desde que sejam conscientes do seu papel. Uma cooperativa é uma construção coletiva onde as pessoas podem contribuir paro o desenvolvimento do coletivo. Todos são donos, é uma sociedade de pessoas. Existem direitos e deveres. Todos fazem uso do património e serviços da cooperativa. Existe o desafio de construir e educar ao mesmo tempo. Devemos buscar pessoas que tem espírito de cooperar, estes, sim, são importantes. Alguns não fazem diferença, infelizmente, nem todos são direitos, muitos são desonestos. Em qualquer sistema são "daninhos".

sábado, 6 de fevereiro de 2010

FINANÇAS EM ORDEM

O PLANEJAMENTO FINANCEIRO É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO SEU NEGÓCIO. SAIBA COMO DEIXAR AS CONTAS EM DIA.

Gastar menos do que você ganha e aprender a poupar são os segredos para alcançar o equilíbrio financeiro, seja no seu negócio ou na vida pessoal. Falar é fácil, não? E aplicar essas regras também é! O primeiro passo para ter controle financeiro é saber, exatamente, quanto você fatura e qual a suas despesas total. “ Os jornaleiros, assim como outros profissionais autônomos, precisam de uma dose extra de disciplina. Eles devem ter os números sob controle, fazer um levantamento do faturamento médio anual do ponto, pois ele varia mês a mês, e dos gastos fixos e variáveis também anualmente”, comenta Júnior Portare, professor de marketing da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro Dinheiro dá em Arvore( Editora In Houser, R$ 24,90). Revista DINAP edição 102 de janeiro de 2010.


SAIA DO SUFOCO E CONTROLE AS CONTAS

· Gaste menos do que você ganha
· Saiba exatamente quanto é seu faturamento mensal,
· Saiba qual é suas despesas mensal,
· Faça levantamento de outras receitas,
· Reserve dinheiro para pagar as despesas certas,
· Controle seu gastos,
· Não misture despesas de negócios diferentes,
· Faça plano de pagamento das dividas compatível com a realidade,
· Aprenda a poupar.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carpinteiro Do Universo

Carpinteiro Do Universo
Raul Seixas


Composição: Raul Seixas e Marcelo Nova


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.


Não sei por que nascipra querer ajudar a querer consertarO que não pode ser...
Não sei pois nasci para isso, e aquilo,E o inguiço de tanto querer.


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.


Humm...Estou sempre,pensando em aparar o cabelo de alguém.E sempre tentando mudar a direção do trem.À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,Pra que você não tropece na escada, quando chegar.


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.


O meu egoismo, é tão egoísta,que o auge do meu egoismo é querer ajudar.

Mas Não sei por que nascipra querer ajudar a querer consertarO que não pode ser...
Não sei pois nasci para isso, e aquilo,E o inguiço de tanto querer


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.


Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).No final,Carpinteiro de mim!

domingo, 17 de janeiro de 2010

UM DIA DE DOMINGO

Passei o dia na roça meio encorujado devido a uma gripe que já alcança três dias. Pensativo, apesar de feliz, não muito a vontade pelo mau estar físico. Todos os meus irmãos presentes a brincar e conviver em uma bela tarde de domingo, depois de uma fina chuva matinal. Milho e sorgo plantado nas 14 tarefas. Ainda existe alimento para os animais. Quando passeio pela roça e vejo bastante mato fico satisfeito pois alem de proteger o solo é alimento para as ovelhas.
As meninas brincam a vontade com areia e terra. Os adultos nem percebem as suas presenças. Elas a vontade em uma área ampla e distante do centro urbano. Sobra espaço para todo mundo. O dia passa alegrando as pessoas sob céu azul e muita vegetação. Não existe uma preocupação com o dia dia da roça. Fico um pouco distante a observar o alegrar das pessoas. Que bom que não teve nenhum contratempo. Minha filha tocou violão. Meu cunhado demonstrou habilidades ao violão, tocando musicas de Raul Seixas. Outros jogavam baralho. Uma mesa regada a cerveja e petiscos: camarão a alho e óleo, Carneiro, calabresa, aipim com manteiga enquanto aguardava a galinha caipira. Quando o almoço ficou pronto todo mundo já estava de barriga cheia. Nem as crianças quiseram almoçar... Elas ávidas por brincar.

sábado, 9 de janeiro de 2010

VENENO QUE NÃO MATA ENGORDA!

Nao tenho duvidas que nao sou um verdadeiro agricultor de roça sustentavel, nao somente pela competencia, qualificação, como tambem pelas condicoes que roça nos impoe. Estou ilhado por produtores que usam venenos indescriminadamente, dos lados, fundo e à frente tenho a rodovia. Todo meu sitema é atacado, violado, traspassado pela ação dos meus visinhos. O ano passado foi ação de fogo e defensivos agricolas. Este ano veneno,veneno e mais veneno. Não existe barreira, compete a mim me protejer. É legal usar veveno. Vendo uma propaganda do inpEV parece que o maior problema é somente a embalagem, o veneno que se aplica nao tem nenhum problema. Pois bem, ontem tres carneiros invadiram a roça do vizinho e lá ficaram estatalados, envenenados por que comeram capim envenenados. O visinho usou veneno para combater lagarta que esta atacando o capim dele. Sabemos que quando a chuva é pouca há ataque de lagarta. Mas que impartancia tem isto. Deve eliminar qulquer coisa que prejuique a produção. O veneno niguem vê. E quem manda os bixos invadir a roça dos outros? Problema deles!

sábado, 2 de janeiro de 2010

A LIDA
























1- Estamos em um novo ano, renovam as esperanças, vamos começar tudo novamente, principalmente a contagem, os controles, os planos.

2- Ano novo vida continuada. Renovam-se os controles, novo ciclo.

3- Estou me preparando para dar continuidade aos trabalhos realizados na roça, sustentabilidade é ser persistente, nos resta esperança.

4- Temos pouca fé na chuva, existe muita devastação da vegetação. Se chove é onda de frente fria de outra região.


5- Temos que plantar milho e sorgo os animais precisam de alimento. O período vai de Novembro a Março. Até o ano passado quem plantou tarde se deu melhor.


6- 12 tarefas de milho produzindo bem produz 240 sacos de milho ao preço de R$ 6.000,00. Este é o valor esperado para a safra do ano. O resto é custo que não sai por menos de R$ 1.800,00. Lucro mesmo é ver o gado alimentado.


7- Duas vacas produz leite por sete meses, totalizando 2.100 litros. O leite é vendido a R$ 0,80 reais. Total da conta é R$ 1.680,00 vendendo tudinho, inclusive a si próprio.


8- Galinha no terreiro não pode mais tirar, tem menos de vinte. O melhor é deitar os ovos. è bonito de se ver pintos piando.


9- Cocá esta todo arisco, não vê gente andando por porto, fica com muito medo.


10- Os patos ficam a vontade, não se assusta com nada, brigam mesmo é entre si.


11- António dá ração as vacas todos os dias, pois, sagrado é o leite diariamente e tem para toda gente. Se vende até um pouco. No domingo faz-se o queijo frescal com sete litros e produz um quilo de queijo.


12-O poço secou para a fartura, tira-se pouca agua, alimenta o gado e a caixa d'água. As bananeiras a muito não se molha a espera da chuva e da recuperação do poço.


13-Janeiro entrou chovendo é um bom sinal.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A MINHA PARTE

Meu proposito escrevendo este blog é mostrar o que estou fazendo na roça. Busco alternativas para adequar minha pratica a uma possivel sustentabilidade, não esquecendo o habitat em que vivo. Aqui é diferente de qualquer outro bioma. Na caatinga temos que compreender as nossas limitações. A chuva é pouca. As areas das propriedades são pequenas. Convivemos com o agricultor e o irrigante. Duas realidades. Há quem não vê muita diferença, mas o irrigante trabalha com mais certezas, mais produtividade, mais investimento, mais adubos, mais defensivos, mais sementes de hibbridas a trangenicas. Não considero um produtor sustentavel na essencia da palavra. Produz para ganhar dinheiro. A terra é um meio, tem sua importancia.
O agricultor depende da chuva, sua terra é unica. Uma extensao da propria vida. Faz porque gosta. Fica doido quando chove e se mete a plantar, mesmo sem dinheiro ou custeio do Governo. Se preocupa com os bixos, sofre com a fome dos animais. Respeita a natureza porque se vê integrado a terra, as plantas, aos animais.
Gosto deste jeito de ser agricultor. Produzir com a certeza de preservar o mundo criuado por Deus.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

AVALIAÇÃO DO ANO

Esta chegando o fim do ano e devo parar uns dois dias para avaliar os meus trabalhos e também o da roça, como foi a produção, os gastos. Qual o resultado para a sustentabilidade pretendida? Neste ano fiz opção por investir em gado e estamos tendo uma produção de leite a mais de dois meses. As ovelhas reproduziram ao longo do ano 16 borregos e só morreu um. Não contabilizei nenhuma retirada. Conseguimos aumentar a produção de mel com a parceria com Jandira. Estou tendo mel para o consumo, coisa que não fazia, tenho reserva. Houve diminuição dos frangos. Neste momento estamos tentando aumentar a quantidade, não fazemos abate para consumo. Tivemos problema com o poço artesiano, está praticamente seco desde o mês de Setembro, o pouco de agua que retiramos é para consumo humano e dos animais. Parou a irrigação das bananeiras. É uma tristeza vê-las morrerem. A sorte que choveu este ano mais cedo: no mês de outubro e inicio de Dezembro. Melhorou o pasto, não precisei comprar alimento para o gado. Usei palma da roça nos meses de agosto, setembro e outubro. Os animais estão bonitos.

Devo plantar 12 tarefas de sorgo e milho para produzir alimento para os animais. Duas tarefas de sorgo e dez de milho. As únicas áreas que aramos na roça. Não sei se é suficiente para sustentar os animais, mas é um sufoco ter que dar alimento e ao mesmo tempo preparar a terra para o plantio de sequeiro. A área total da roça são 40 tarefas. A produção que se espera par atender a dimensão económica é de no mínimo R$ 20.000,00 por ano, com um pouco de investimento. Estamos fechando a contabilidade. Devo gastar R$ 17.000,00. A produção não vai passar de R$ 4.000,00. Dos gastos R$ 5.000,00 foi investimento. O deficit deve ficar em torno de R$ 8.000,00. De tudo o que mais me preocupa é a situação do poço artesiano, pois não sei se ele vai recuperar. Até o momento com estas chuvas, a recuperação foi muito pouca. Pretendo continuar investindo em gado de leite para aumentar o potencial da propriedade.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Direitos x privilégios

Em uma última entrevista do Prof, Dr. Milton Santos diz que a classe média não luta por Direitos e sim por privilégios, portanto não somos Cidadãos. Eu bem compreendi a mensagem. Precisamos lutar em nossos movimentos sociais por direitos para salvar a sociedade da visão mesquinha que o sistema capitalista nos oprime. Não basta reclamar. Temos que nascer de novo defendendo esta verdade, para não ser corrompido pela brutalidade dos sistemas. Se temos princípios que estes sejam as únicas razoes de viver.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ACREDITAR SEMPRE

O que nos resta é esperança. Esta frase me surgiu lendo minha postagem anterior. O que importa é que temos que continuar tentando e fazendo a nossa parte, não importa os resultados. Acreditar sempre. Continuar tentando. Fazer o melhor possível. Sempre afirmei que o agricultor tem duas obrigações: plantar e colher, o resto é com Deus.

Plantar requer muito mais que enterrar a semente. Precisa-se primeiramente acreditar no negócio, planejar, estudar, avaliar os resultados, refazer, fazer de novo, insistir, mesmo perdendo ir para cima, se errar avaliar os erros e vê onde melhorar. Sempre é possível melhorar. De resto tem a tal da paciência. Na verdade ter paciência é uma atitude humilde de querer ter. Quem diz que não tem paciência é porque não quer ter paciência. Esperar o tempo das coisas. Tem tempo para tudo. Precisamos esforçar para ter a nossa "batata".

Já colher é uma ato de gratidão. Tem que ter satisfação, alegria, gratidão mesmo. Não importa se foi muito ou pouco. Tem que achar bonito, por mais feio que seja. Temos que chorar de alegria. Estampar o sorriso na boca, mesmo sem todos os dentes. Rir de dentro, lá do coração. Depois voltar a plantar com um sentimento que ainda tem muito que aprender, como um eterno estudante.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MES DE AGOSTO

Neste mês de agosto estamos longe de período de chuvas e não existe muitas atividades nas roças onde se pratica agricultura de sequeiro, que ocorre nos períodos de chuvas que vai de outubro a março. Principalmente, ocorria nos meses de novembro e dezembro. Quem não tem um poço artesiano e energia elétrica na propriedade, praticamente, inviabiliza a atividade agropecuária. Ainda resta uma esperança para quem cria gado e ovelha e que já tem sua propriedade estruturada.

Eu acredito na atividade diversificada, mas não sei se o meu exemplo é regra, pois tenho outra atividade como base de sustento. É ruim não acreditar na atividade agrícola pois não motiva ninguém, mas não posso ser inresponsável e afirmar que é possível praticar uma agricultura alternativa. Em nossa região o número de agricultores orgânicos não aumentou. Se conta a dedos as pessoas que insistem nesta prática. O agricultor da nossa região anda muito desolado, com dívidas e sem recursos para investir no plantio, sem contar que produzir já não é mais garantido e mesmo produzindo, preço é outro problema, sem contar que poucas culturas são possíveis de se praticar ( mamona, milho e feijão).

sábado, 25 de julho de 2009

CADERNOS





Criei o habito de anotar tudo em um caderno. Estou fazendo anotações da roça a cinco anos. As anotações consiste de recei tas de um lado e despesas do outr o. Divido o caderno ao meio. Dá para anotar por um ano. É o meu cadernotop e custa apenas dois reais. Como vou anotando tudo que entra pela porteira e tudo que sai, quando quero fazer alguma analise pego o caderninho e faço gráficos, contas, estimativas até o plano de negócio tirei do caderninho que são realidades vivenciadas no dia a dia. Não preciso inventar nada. São fatos reais.
Esta a maneira que encontrei que melhor atende minhas expectativas de tornar a roça sustentável. Não invento, não acrescento e não diminuo nada. Nestes dezesseis anos que lido com minha roça estes últimos anos foram os mais produtivos e mais gratificantes. Aprendi a não falar mal de roça e fazer tudo para que a roça produza no seu tempo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

FILHOTES EM CRESCIMENTO

Hoje estive na roça na esperança de encontrar vestígios do beija flor, pois tem uma semana que não ando por lá e minha expectativa era que encontrasse o filhote. De maquina fotográfica na mão fui em direção ao ninho. Me alegrei quando vi de longe o beija flor voar do ninho. Peguei uma cadeira para fotografar com um melhor ângulo. Lá estava. Um filhotinho ocupando todo o ninho.

Também estava ansioso para ver o carneiro que fora rejeitado pela mãe. A fotografia fala melhor.
Esta completando um mês e um dia que o carneiro nasceu.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

DESPESAS DO MES DE JUNHO

No mes de junho houves as despesas totais incluindo custeio e investimento.




DESCRIMINAÇÃO UNID QUANT PREÇO TOTAL

ANTONIO ......................... MÊS...........1.............440.........440
ANTONIO PRODUÇÃO.....PROD..........1............120..........120
CORTADOR GRAMA.........UM..............1............110............110
JANDIRA M. OBRA............UND...........1..............50............50
JUROS...................................UND........1............100.........100
LUZ........................................UM..........1...........122,54.....122,54
MAT. CONSTRUÇÃO.........UM..............1...........405..........405
MILHO.............................. SACOS........4..............25..........100
....................................................................................................
TOTAL..............................................................................1447,54

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PRODUÇÃO DO MES DE JUNHO

PRODUTO QUANT UM UNIT TOTAL





ABÓBORA 8 UM 1,00 8,00
BANANA MAÇA 4 CX 7,00 28,00
BANANA PRATA 1 CX 7,00 7,00
CANA 212 UM 0,70 148,40
FRANGO 4 UM 12,00 48,00
MAMÃO 100 UM 0,20 20,00
MARACUJÁ 36 UM 0,20 7,20
MEL 20 L 5,00 100,00
OVO 6 DZ 4,00 24,00
PATO 17 UM 10,00 170,00
UMBU CAJA 6 L 0,50 3,00





TOTAL


563,60


domingo, 12 de julho de 2009

DIA DE TIRAR FOTOGRAFIAS

Passei o dia tirando fotos de alguns moradores da roça: o beija flor, a pombinha, os patos, a ovelha com seus dois filhos, outras pombas branca, uma minhoca eu filmei um pouco, a pata no tanque também, depois foi a vez da ovelha e também uma galinhaciscando. Uma caixa de inxu, daqueles que ferroa as nossas orelhas. Um buraco de algum bicho. As meninas brincando de comidinha de barro.
Tem tanta coisa para fotografar. Ah! Uma gatinha amarela que a gente chama de caga cebo. Uma lagartixa. Vi um calango verde mas não lembrei de tira fotos. Caminhei entre as bananeiras a procura de coisas diferentes. Andei feliz e satisfeito. A terra estava bonita, cheia de vida e mato. Matéria orgânica. Pé de muita coisa.
Liguei a bomba do poço e aproveitei para molhar algumas plantas. A bicharada faz festa. Quanto passarinho cantando. Raquel esta muito contente com a roça. Está ficando uma beleza a ultima reforma. Tem atéflet para alojar algum amigo.
Roça é isto. Uma lugar para ser feliz e experimenta. Obs: depois mostro as fotos.

sábado, 11 de julho de 2009

VISITAS NA ROÇA

Ontem a tarde estive na roça com um amigo e colega de universidade o engenheiro civil Adalberto Braga para mostrar o meu projeto da Roça Sustentável em Irecê. Como de costume, demos um giro em torno da casa pois primeiro passamos pela área do policultivo irrigado, vendo os tipos de cultura e forma como é plantada. seguimos até a área onde quis fazer uma experiência com mamona, plantada em carreiras dentro do mato. Passamos também pela área onde tenho plantado sorgo forrageiro na micro aspersão. Vimos um cercadinho de palma próximo ao aprisco. Descemos pelo corredor em direção ao fundo da roça. Temos área de "manga", uma hectare de palma consorciada com plantio de sequeiro e mamona. Mais ao fundo, duas ares de pasto tanto para as ovelhas como as vacas e por ultimo a reserva de catinga que quero deixar totalmente isolada para os bixos e plantas. retornamos e entramos no aprisco, mostrei onde pretendo montar o curral. Também passamos pela área das aves. falei do meu manejo e das possibilidades, por exemplo: Produzir mil frangos ao ano com a atual estrutura. Retornamos para o Play e apresentei um mural que tenho preparado para as minhas mine palestras sobre permacultura. Falei da minha vivência com roça e sobre este projeto. É um projeto de longo prazo e precisa-se de muito estudos e experimentação. Não faço tudo totalmente certo. Não sou radical em muitas coisas e nem precisa ser. Para quem tem pressa e necessidade imediatas este projeto não atende a princípio. É preciso fazer uma transição de um modelo convencional para este que é demorado e requer investimentos.
Rimos bastantes e por fim Adalberto teve que ir embora com os amigos que trouxe para esta visita.
Sempre falo que o meu social está ligado a roça; este tipo de roça. Espero estar ensinando alguma coisa assim como tenho certeza que estou aprendendo
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